Os Princípios Ágeis2017-08-08T10:10:08+00:00

Os Princípios Ágeis

Os doze princípios Ágeis foram cunhados a partir do Manifesto por parte de seus autores e podem ser vistos em seguida, cada um com uma pequena explicação adicional:

1 – Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente por meio da entrega cedo e frequente de software com valor.

O foco no desenvolvimento do produto está na satisfação dos clientes. Gera-se, desde cedo e frequentemente, retorno ao investimento dos clientes no projeto a partir da entrega de partes do produto que atendam às suas necessidades. Esse princípio se opõe à prática de se seguir um plano detalhado, sugerindo que a prioridade está em se adaptar e buscar, em cada momento, o que de fato trará valor aos clientes, para entregar-lhes o mais cedo e frequentemente possível.

2 – Mudanças de requisitos são bem-vindas, mesmo em fases tardias do desenvolvimento. Os processos Ágeis utilizam a mudança em favor da vantagem competitiva para o cliente.

Aceitar a mudança como natural no processo de desenvolvimento do produto, para melhor atender às necessidades dos clientes. Ao se trabalhar em ciclos curtos de feedback, permite-se aos clientes evoluírem o produto à medida que melhor entendem suas necessidades e adaptarem às mudanças de mercado, tornando-se mais competitivos. Esse princípio se opõe a se tratar o processo de desenvolvimento do produto como previsível, cenário irreal no qual a necessidade de mudança poderia e deveria ser prevenida, já que ela seria considerada indesejada e custosa.

3 – Entregar software em funcionamento com frequência, desde a cada duas semanas até a cada dois meses, com uma preferência por prazos mais curtos.

Entregar a seus clientes e usuários, com frequência, partes do produto prontas gera, a cada entrega, retorno ao investimento dos clientes e permite obter-se feedback sobre o que foi produzido. Assim, pode-se adaptar o produto às necessidades dos clientes incrementalmente, reduzindo os riscos do projeto. Esse princípio se opõe a realizar poucas ou, no limite, uma entrega de valor única, apenas ao final do projeto.

4 – As pessoas do negócio e os desenvolvedores devem trabalhar em conjunto diariamente ao longo do projeto.

Pessoas de negócio e desenvolvedores do produto possuem o objetivo comum de garantir a geração de valor para os clientes e, para atingir esse objetivo, cooperam continuamente durante todo o projeto, interagindo com frequência. Esse princípio se opõe ao cenário de antagonismo comum em projetos de desenvolvimento de software, nos quais pessoas de negócios — que frequentemente incluem os próprios clientes do projeto — e desenvolvedores raramente se comunicam e, muitas vezes, estão em lados opostos.

5 – Construa projetos em torno de indivíduos motivados. Dê-lhes o ambiente e o suporte que precisam e confie neles para realizarem o trabalho.

O produto é construído por pessoas. O ambiente, o suporte e a confiança necessários para realizar seu trabalho são fatores fundamentais para sua motivação. Esse princípio se opõe à crença de que o produto se constrói em torno das melhores ferramentas e processos, e não das pessoas, apoiando-se nos melhores instrumentos de monitoração e controle externos, por exemplo.

6 – O método mais eficiente e efetivo de se transmitir informação para e entre uma equipe de desenvolvimento é a conversa face a face.

A melhor forma de comunicação entre membros do time que desenvolve o produto e entre esse time e o mundo externo é a comunicação face a face, que é direta, síncrona e enriquecida pela entonação de voz, olhar e linguagem corporal, entre outros fatores. Quando a comunicação presencial não é viável (em um projeto distribuído, por exemplo) é uma boa prática fazer-se o melhor uso possível da tecnologia disponível para se aproximar da comunicação face a face. Esse princípio se opõe à utilização de documentos, emails, telefone e teleconferência, entre outros, como formas padrão de comunicação em um projeto.

7 – Software em funcionamento é a principal medida de progresso.

O progresso do projeto ocorre à medida que partes do produto que signifiquem valor são entregues aos clientes do projeto. Esse princípio se opõe à prática de se gerar artefatos como protótipos e extensos documentos de planos e especificações e, assim, acreditar que se progrediu no projeto. Isso também se opõe à geração de quaisquer artefatos e partes do produto — inclusive documentação — que não gerem valor para os clientes do projeto.

8 – Os processos Ágeis promovem o desenvolvimento sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários devem ser capazes de manter indefinidamente um ritmo constante.

Busca-se promover um ritmo constante e sustentável para o trabalho do time que desenvolve o produto, o que se torna possível quando esse ritmo é apoiado por toda a cadeia, incluindo usuários e patrocinadores. No entanto, ao se exigir do time um compromisso com mais trabalho do que ele é capaz de produzir, são muitas vezes adotadas as horas extras, o trabalho em fins de semana e a pressa exagerada para se cumprir o prazo de entrega, por exemplo. Essas práticas podem levar à insatisfação dos membros do time de desenvolvimento, a uma menor produtividade e a uma menor qualidade no produto gerado.

9 – A atenção contínua à excelência técnica e a um bom projeto aumentam a agilidade.

O produto projetado com qualidade e produzido com excelência técnica permite que seja facilmente ser modificado e, assim, aceite a mudança como natural no processo de seu desenvolvimento. Assim, a alta qualidade no produto gerado é essencial para se manter a Agilidade. Esse princípio se opõe à crença de que, para se obter velocidade e flexibilidade no desenvolvimento do produto, a qualidade deveria ser sacrificada. Na realidade, é exatamente o oposto.

10 – Simplicidade – a arte de se maximizar a quantidade de trabalho não feito – é essencial.

Evita-se o desperdício no desenvolvimento do produto ao não se realizar trabalho que não é necessário. Exemplos comuns de desperdícios incluem desenvolvimento de funcionalidades de que os clientes não precisam ou de soluções desnecessariamente complexas, planejamento com nível de detalhes maior do que se pode ter em um determinado momento e uso ou geração de artefatos desnecessários.

11 – As melhores arquiteturas, requisitos e projetos emergem de equipes que se auto-organizam.

Equipes com maior autonomia são mais eficientes. Essas equipes auto-organizadas trabalham em direção a metas acordadas, mas têm a liberdade de decidir qual a melhor forma de realizar esse trabalho e, assim, são responsáveis e responsabilizadas por seus resultados. Dessa forma, geram um melhor produto.

12 – Em intervalos de tempo regulares, a equipe reflete sobre como se tornar mais efetiva e então refina e ajusta seu comportamento de acordo.

Para se tornar cada vez mais efetiva, a equipe regularmente inspeciona suas formas de trabalho, identifica pontos de melhoria e se adapta de acordo, promovendo a melhoria incremental contínua. É a inspeção e adaptação que o time realiza em seus processos de trabalho.

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