Se adaptar ou seguir um plano cegamente. Alguns diriam que eu virei crítico de futebol. Não é verdade, mas ele tem dado bons exemplos para a Agilidade.

A última decisão da Copa do Brasil foi decidida nos pênaltis entre o Flamengo e o Cruzeiro. Nela, o Muralha (goleiro do Flamengo) criou um plano, uma estratégia: Pular sempre para o mesmo lado não importa quem cobrasse o penal.

Ele seguiu o plano conforme imaginado.

Primeiro pênalti, Muralha no canto direito, bola no canto esquerdo, gol do Cruzeiro.

Segundo pênalti, goleiro no canto direito, bola no canto esquerdo, gol do Cruzeiro.

Terceiro pênalti, lá foi o arqueiro para o canto direito, bola no canto esquerdo, gol do Cruzeiro. Aqui você provavelmente já percebeu que o plano tá com algum furo, mas plano é plano, Muralha continuou seguindo.

No quarto, finalmente um atleta cruzeirense chutou no canto direto, mas foi muito alto para goleiro rubro negro.

Na última cobrança, o jogador do clube mineiro chegou a escorregar, mas como a bola foi para a esquerda e a estratégia era sempre para a direita, Cruzeiro campeão.

Você já parou para pensar se está apenas seguindo o plano da sua empresa? Está medindo a eficácia do seu plano? Evite o Complexo do Cebolinha (personagem da Turma da Mônica criado pelo Maurício de Souza). Ter um plano “infalível” que sempre leva nosso querido personagem a terminar a história um olho roxo.

Jason Fried e David H. Hansson, no livro Reinvente sua empresa, fazem a seguinte provocação: “Que tal chamar os planos pelo que realmente são? Palpites” (p. 24). Nunca se esqueça do que o Manifesto Ágil diz: “Responder a mudanças mais que seguir um plano”.