Nesta série de posts, utilizo o modelo de “facilitador hábil” criado por Roger Schwarz em seu célebre livro “The Skilled Facilitator” para falar de algumas características desejadas do Scrum Master. Neste quarto post, escrevo sobre um erro comum na atuação do Scrum Master.

O Scrum Master não é intermediário ou representante. O Scrum Master, enquanto facilitador, não atua como um intermediário entre membros do Time de Scrum, ou entre o Time de Scrum e pessoas externas a ele. Ao contrário, ele estimula o time a desenvolver as habilidades de se comunicar e lidar diretamente com quem se fizer necessário.

O Scrum Master também não atua como representante do Time de Scrum ou de qualquer de seus membros diante de outros membros ou de pessoas externas. Dessa forma, não é o Scrum Master, por exemplo, que comunica ao resto da organização os resultados do trabalho ou o desempenho do Time de Scrum ou de algum de seus membros.

Ele não tem autoridade para utilizar qualquer informação obtida a partir da facilitação para influenciar decisões externas sobre membros do time como, por exemplo, bonificações ou punições. Caso o fizesse, a confiança do Time de Scrum no Scrum Master ficaria comprometida, assim como sua neutralidade e, consequentemente, a visibilidade que lhe é dada e, assim, sua eficiência como facilitador. Esse tipo de informação, caso necessária, é fornecida diretamente pelo Time de Scrum.

Da mesma forma, o Scrum Master não atua como intermediário entre os membros do Time de Desenvolvimento e Product Owner ou entre diferentes membros do Time de Desenvolvimento. Ele, ao contrário, estimula que se comuniquem diretamente.

Veja todos os posts dessa série:

 

SCHWARZ, R. _The skilled facilitator_: a comprehensive resource for consultants, facilitators, managers, trainers and coaches. 2. ed. San Francisco: Jossey-Bass, 2002.