O Personal Map é uma retrospectiva bem interessante e divertida. Mas antes de falarmos da retrospectiva em si, acho que vale a pena contar rapidamente como chegamos até ela.

Inspirado na ideia do Retrô Poker, puxei uma conversa com a Renata Bonora sobre qual seria a melhor retrospectiva para rodar aqui na Sala K21 numa determinada semana. Falamos um pouco sobre o contexto e logo decidimos qual seria o melhor tipo de retrô: team building com energizer. 

Cenário

Nos últimos meses, tivemos a entrada de novas pessoas no nosso time. Por mais que as pessoas aqui sejam bastante acolhedoras e o clima seja bem descontraído, sentíamos que faltava algo para conectar mais os membros do time. Parecia um ótimo momento para rodar uma retrospectiva de team building.

Ideia

Assim que terminamos o nosso papo, comecei a procurar qual seria a melhor retrô dado o nosso cenário. Fui conversar com o  Lula (Agile Coach da K21) e ele indicou o Personal Map. Descobri que o Tadeu (também Agile Coach da K21) possui um post sobre o Personal Map e ele logo se colocou à disposição para ajudar. Peguei algumas dicas e, como um bom membro da K21, por quê não inventar um pouquinho e acrescentar novas ideias?

Personal Map

O Personal Map é uma ferramenta do Management 3.0 embasada nas informações pessoais e que tem como objetivo diminuir a distância pessoal entre os membros do time. A ferramenta é bem simples, mas tem um efeito poderoso.

A ideia é construir um mapa mental com as informações pessoais de cada um, como família, educação, trabalho, hobbies, valores, amigos, objetivos, entre outros. Na imagem abaixo você pode conferir um exemplo dado pelo Jurgen Appelo, criador do Management 3.0.

Personal Map MGT3.0

Geralmente, a forma como as pessoas constroem o Personal Map pode variar. É nessa hora que acho que vale a pena botar a criatividade para funcionar. Quanto mais as pessoas se envolvem na atividade, mais divertida e marcante ela fica.

Personal Map na Sala K21

Para começar a retrospectiva, arrumamos o ambiente de forma que todos tivessem  contato visual entre si. Tudo que utilizamos foram folhas de papel A4 e muitas canetinhas (quanto mais coloridas melhor).

Antes de começar, expliquei o objetivo da atividade e falei sobre a importância de conhecermos mais sobre membros que fazem parte do nosso time. Distribuí uma folha para cada um, espalhei as canetinhas sobre as mesas e então dei início à atividade.

#1 Face Drawing

Iniciamos com um energizer. Pedi  para que as pessoas se dividissem em duplas, que não necessariamente precisava ser alguém sentado ao lado. Pedi também para todos desenharem um círculo no meio da folha. Logo em seguida, disse que cada um teria que desenhar a outra pessoa da dupla dentro do círculo respeitando o timebox pré-definido (utilizei 3 min, mas não é nenhuma regra). O Face Drawing rendeu boas risadas e foi um bom início para as pessoas entrarem no clima da atividade.

Face Drawing - Personal Map

#2 Começando o Mapa

Após os desenhos, pedi para que as duplas trocassem as folhas, de forma que cada um ficasse com a folha desenhada com seu próprio rosto. Defini um novo timebox (3 min) e pedi para que as pessoas dessem início ao próprio mapa. Elas poderiam escrever e/ou desenhar categorias (família, cidades, hobbies, música, características, etc) e dentro dessas categorias puxarem tópicos relacionados a cada uma delas. A única regra era que quando o timebox terminasse, todos deveriam soltar a caneta e levantar as mãos.

#3 Rodando

Assim que o timebox terminou, todos soltaram as canetas e levantaram as mãos. Pedi para que todos passassem o desenho para a esquerda e um novo timebox foi dado para próxima rodada (2 min). Algumas pessoas não esperavam ter que passar o seu mapa para as outras pessoas. Manter esta etapa como uma surpresa para o meio da atividade foi divertido.

Nesta nova rodada, as pessoas teriam que completar mais um pouco o mapa que estava com elas. Deixei claro que não tinha nenhuma forma definida sobre como utilizar o tempo. Elas poderiam escrever, desenhar, completar os desenhos do Face Drawing ou qualquer outra coisa que enriquecesse o mapa que estava com elas.

Personal Map - Iteração

#4 Iteração

Repetimos a etapa #3 até que cada um recebesse novamente o próprio mapa. Neste ponto vale duas observações.

A primeira é que, conforme as rodadas vão passando, vale diminuir o timebox para que não fique muito cansativo. Como os mapas vão ficando cada vez mais cheios, fica também um pouco mais difícil conseguir acrescentar tantas coisas à medida que o tempo vai passando.

A segunda é em relação ao número de pessoas. Dependendo do número de pessoas, a atividade pode ficar muito longa. Esteja sempre de olho no timebox e caso não dê tempo de todos preencherem todos os mapas, também não tem problema.

#5 Apresentação

Depois que todos receberam seus mapas de volta, dei um tempo para todos analisarem seus próprios mapas. Expliquei que todos apresentariam o próprio mapa, respondendo a algumas perguntas como:

  • O que mais te surpreendeu?
  • O que você sentiu ao ler o seu próprio mapa?
  • Ficou muito diferente de como você se imaginava?

As apresentações foram muito divertidas e renderam boas gargalhadas. O time no final se surpreendeu com a quantidade de coisas que conhecíamos uns dos outros e com as descobertas sobre algumas histórias e características de alguns membros.

Apresentação Personal Map

Que tal experimentar o Personal Map?

Agora que você já conhece o Personal Map, não perca a oportunidade de rodar junto com o seu time. Você vai estreitar os laços afetivos entre os membros do time, além de desfrutar de um tempo bem divertido.

Ah, e o mais importante: adapte o Personal Map para o seu contexto! A criatividade sempre tem vez dentro de uma retrospectiva.

E se você ficou interessado em conhecer mais ferramentas como esta, confira mais sobre o Management 3.0.

Conte pra gente o que você achou aqui nos comentários e, caso você decida rodar no seu time, compartilha com a gente como foi 😉