Em qualquer lugar do mundo, pessoas que trabalham juntas deveriam buscar um conhecimento mais profundo e integral dos colegas de trabalho.

Digo isso pois tenho conversado com colegas de todos os lugares do mundo e percebido o quão difícil é enxergar o ser humano que existe além daquela pessoa que está trabalhando com você.

Um destes colegas é o Marcelo Paiva, que está trabalhando com times, ou melhor, equipas, em Lisboa, e experimentando formas mais humanas de se trabalhar.

Ele escreveu com exclusividade um post para o blog da K21, que vocês podem conferir abaixo! 😉

“Descobri o que significa True Agile há alguns anos através de uma série de Formações (Treinamentos) que fiz na Knowledge21, todos eles relacionados com a transição que estava a fazer para Portugal. Desde o início, tudo que ouvi me fazia muito sentido. Era como se todas aquelas dificuldades enfrentadas em anos de Gestão de Projetos se materializassem: afinal, havia uma forma diferente e mais lógica de fazer as coisas.

Passa-se algum tempo e hoje sou Scrum Master de uma Equipa em Portugal. Pode parecer contraditório para algumas pessoas, mas tenho meu ponto forte o relacionamento e o foco no lado humano das pessoas. Como Scrum Master, estou sempre em busca de novas práticas para desenvolver e fortalecer o relacionamento entre os membros da Equipa.

Sempre utilizo a Retrospectiva para trazer algo novo para aquela Equipa, com objetivo de melhorar o conhecimento, mudar um pouco a rotina das cerimónias e experimentar dinâmicas. Até agora o feedback é positivo.

Sempre que posso, lanço mão de práticas do Management 3.0 e neste sentido, estava a procura de dinâmicas envolvendo os Moving Motivators. Nesta procura, tropecei com um artigo do meu amigo Luiz Lula Rodrigues, Agile Coach na K21, exatamente com o que estava a procura. Tive a oportunidade de conhecer o Luiz no último XP Conference no Porto (Portugal), em 2018. Não tive dúvidas: entrei em contacto com o Luiz e em uma conversa de 20min, nasceu a dinâmica que utilizei:

  1. Solicite que de forma individual, os cartões sejam priorizados da esquerda para direita começando do menos importante para o mais importante;
  2. Escreva em Post-Its os nomes dos cartões e fixe em uma parede ou quadro;
  3. Solicite a Equipa que escrevam em Post-Its o número de 1 a 10 sendo 1 o mais baixo e 10 o mais alto e faça a relação com a ordenação dos cartões. EX: caso o cartão STATUS seja o mais fraco, será número 1 e caso o META seja o mais alto, será número 10;
  4. Nesta altura, cada pessoa deve possuir uma fila com os cartões ordenados e com os Post-Its numerados de 1 a 10;
  5. Peça para que fixem os números na parede de acordo com cada cartão. Ficará parecido com a foto abaixo:
  6. Peça que criem grupos de acordo com as semelhanças identificadas na ordenação individual de cada pessoa. No meu caso foram criados 02 Equipas, uma com as pessoas que identificaram como mais importante a META e outro CURIOSIDADE;
  7. Com as Equipas formadas, solicitei que cada equipa indicasse o que correu bem e mal na Sprint e para o que correu mal indicar um plano de ação;
  8. Em paralelo a discussão, somei os Post-Its e desta forma ordenei e identifiquei o que era mais importante para a Equipa.

Resultado:

  1. Para todos foi uma nova experiência agradável
  2. Auto-Conhecimento
  3. Discussão em Equipa
  4. Plano de Ação de melhorias definido pela Equipa
  5. Melhor conhecimento entre eles
  6. O que mais motiva a Equipa

Já estou a pensar o que farei na próxima. Tenho 02 semanas pra isso :)”

Se você quiser saber mais sobre a atividade ou sobre como é trabalhar em Portugal, é só deixar um comentário!

Ahhh, e por falar em Portugal, estaremos na semana do dia 27 de maio de 2019 em Lisboa, no Agile on the Road. Vai ter treinamento de Management 3.0, Kanban, Certified Scrum Master, Certified Scrum Product Owner, Facilitação Visual e Métricas ágeis com preços imperdíveis! Confira!!!

http://agileontheroad.eu