“Como trabalhamos com o Feedback?” Acompanhei algumas pessoas, amigos e ex-colegas de trabalho com dificuldade de trabalharem esta questão e, em algumas situações, até comprometendo uma boa relação com alguém ou promovendo um distanciamento e pondo em cheque uma relação no trabalho.

Nos últimos tempos, tenho estudado um pouco mais sobre os pilares que norteiam uma relação produtiva e até o momento cheguei à seguinte conclusão:

Precisamos estar atentos em como manter uma boa relação, criando uma sensação de unidade e melhorando continuamente sem deixar que tudo volte como era antes. Para isso, temos que nos atentar para alguns fatores:

  • Estamos vivendo em ambientes multiculturais. Empresas são formadas por pessoas de diversas experiências, tribos, classes sociais, lugares do país e do mundo.
  • É bastante comum encontrar organizações que buscam criar padrões de processos e de formas de trabalho para toda a sua cadeia de valor, tentando encaixar toda esta pluralidade de pessoas em um único fluxo.
  • O foco em processos mais do que nas necessidades e dores das pessoas acaba inibindo a colaboração entre as partes, diminuindo a proatividade, a autonomia e o empreendedorismo.
  • É frequente que o meio corporativo tenha atrofiado a capacidade das pessoas de criticar de forma construtiva, e de receber críticas construtivas como uma amostra de preocupação e cuidado.

Logo, para promovermos uma transformação #TrueAgile e quebrar a linha de pensamento mecanizado, precisaremos criar a cultura do Feedback!

O feedback precisa estar no DNA de uma organização em todas as esferas, direções e níveis de hierarquia, com propósito de buscar o entendimento e as necessidades de cada área. Utilizamos o feedback como um princípio na construção de relacionamentos, seja no campo do trabalho ou da vida pessoal.

Algumas pessoas necessitam de uma dedicação maior do que outras, exigindo mais disponibilidade e atenção. A tendência é que nos afastemos delas ainda mais, com o falso pensamento de que quanto mais feedback, mais irão precisar. Fato é que, ao nos distanciarmos, não estamos melhorando a situação. Muito do conteúdo descrito neste texto pode ser encontrado com mais detalhes no livro Preciso Saber Se Estou Indo Bem, do Richard L. Williams. O livro conta uma história sobre a importância de dar e receber feedback, abordando técnicas e alguns exemplos práticos do cotidiano.

Nessa busca, coletei alguns itens que considero de maior carência no nosso dia-dia, afinal, muito dos feedbacks que praticamos possuem uma estrutura bastante empírica e que muitas vezes acabam comprometendo um relacionamento produtivo.

Os relacionamentos produtivos possuem 4 pilares essenciais:

Comunicação -> Compreensão -> Respeito -> Confiança

Quando deixamos de dar feedback a alguém em uma relação, o primeiro pilar comprometido é a confiança. Para que se tenha confiança entre as partes é extremamente necessário que haja compreensão e entendimento, procurando fazer um exercício de empatia e o convívio contínuo. Conhecer alguém envolve um pouco de tempo e de abrir mão de julgamentos precipitados, afinal, queremos construir relações produtivas que permeie toda a nossa vida e em todas as esferas.
Por mais divergentes que sejam as duas partes, o respeito é algo primordial, ele é a base que sustenta a compreensão e a confiança.

Para exercitar:

Compreensão: eu entendi o que essa pessoa precisa ouvir? Qual é a necessidade dela e como eu posso ajudar? Uma vez que eu comuniquei, eu testei o entendimento para saber como ela recebeu o que eu disse?

Respeito: eu respeito como essa pessoa se sente sobre um determinado assunto, mesmo que eu não me sinta da mesma forma? Eu respeito a trajetória de vida dessa pessoa e como ela chegou até aqui? Estou entendendo a pessoa antes de julgá-la?

Confiança: eu confio de forma inerente que essa pessoa é bem intencionada? Eu me coloco em uma posição de vulnerabilidade para que ela se sinta confortável em fazer o mesmo?

Porém, não haverá nada destes três pilares se a comunicação não for clara e objetiva. “Mas como eu sei se a minha comunicação é boa?”.

Algumas dicas:

  • A melhor forma de descobrir é pedindo feedback e testando o entendimento. Perguntas como “isso faz sentido para você? Queria saber como você está enxergando estes pontos que estou colocando. Qual é a sua opinião sobre o assunto?” ajudam muito.
  • Boa comunicação é fruto de treino! Pratique bastante a sua própria comunicação, se autoanalise, verifique o que poderia melhorar de forma contínua. Logo, para se construir um bom feedback com alguém se deve analisar e passar por estes quatro estágios.

Precisamos praticar e avaliar constantemente o que funciona e o que não funciona através das premissas acima. Invariavelmente haverá conflito, mas ele nos dá músculos para resolvermos grandes problemas. Devemos evitar o confronto, mas não o conflito, pois ele é o nosso maior aprendizado, faz parte da construção das relações e de nós mesmos.

A concordância ou a condescendência quase sempre geram terreno estéril. É no conflito que as ideias germinam e dão bons frutos!
To be continued…

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