Dot Voting – Colaboração para priorização de decisões

Você já esteve em uma reunião em que os assuntos iam surgindo durante a discussão e depois de muita falação nada ficou decidido? Em situações de tomada de decisão é comum que existam muitos tópicos para serem debatidos. Discuti-los um a um faz com que as reuniões se tornem longas, chatas e desgastantes para os envolvidos. Dot Voting é uma técnica de facilitação baseada em  cumulative voting utilizada para priorização colaborativa.

Utilizando o Dot Voting

Esta dinâmica deve ter uma duração curta. Se a reunião for de duas horas, ela deve durar entre quinze a vinte minutos.

  1. Comece listando todos itens de discussão no quadro. Se necessário, faça apresentações sucintas sobre aqueles que forem pouco conhecidos do público participante.
  2. Cada pessoa tem direito a três votos (marcas) que podem ser distribuídos nos itens da forma que elas quiserem. É possível que a pessoa coloque todos os seus votos em um único item. Também é possível que alguns itens não recebam nenhum voto.
  3. Conte os votos recebidos para cada item. Aqueles que receberam mais votos são os mais prioritários.

 A Figura abaixo apresenta um exemplo de Dot Voting realizado em uma reunião com cinco pessoas.

 

Neste exemplo, os participantes da reunião colaborativamente decidiram que prioridade de assuntos é:

  1. Contratação de novos desenvolvedores
  2. Cotação de treinamentos
  3. Avaliação 360º
  4. Resultado das reuniões de Feedback
  5. Trabalho remoto

As discussões devem começar do item mais importante para o menos importante, pois caso o tempo da reunião acabe, você garante que  os assuntos mais importantes foram tratados. E mesmo que ainda haja tempo para discutir todos os assuntos, como eles foram priorizados em ordem de importância por todo o time, pode ser que ao final se perceba que os deixados por último não sejam assim tão importantes e, portanto, nem precisem ser discutidos.

Por |2018-09-16T18:35:29+00:009 de março, 2017|Cultural, Facilitação|

Sobre o Autor:

Eu sou um desenvolvedor de software que passou por todas as etapas de TI. Comecei em 1998 com a manutenção de microcomputadores. Em 2000, tornei-me um programador e, desde então, desempenhei o papel de desenvolvedor, analista de sistemas, gerente de projeto, Scrum Master, Product Owner, gerente funcional e Agile Coach. Também vivi diversos modelos de desenvolvimento de software. Comecei com o cascata (programadores e analistas em salas separadas), participei de dois times de implantação de RUP, um de implantação de CMMI e outro de MPS-BR e por fim um com as melhores práticas do PMBOK. Descobri os Métodos Ágeis em 2009. Os resultados que obtive utilizando-os foram tão incríveis que resolvi adotar os valores e princípios ágeis não só na vida profissional, como também na vida pessoal. Nos últimos quatro anos, fui professor auxiliar no desenvolvimento do software Ágil na Universidade Federal do Rio de Janeiro e pai da Mari. Em 2015, tornei-me o Gerente de Desenvolvimento de Software no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ao longo do tempo, percebi que tinha adquirido algum conhecimento e experiência interessantes na adoção de Ágil. Alguns colegas me chamaram para atuar como Agile Coach na K21, gostaram dos resultados e, desde então, me dedico a essa nova carreira.

Um Comentário

  1. […] para o time, dentre os problemas listados no quadro, qual o pior deles. Recomendo a técnica de Dot Voting para evitar discussões […]

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